O DIRETOR ROMAN POLANSKI VOLTA DEPOIS DE MUITOS ANOS COM CARNAGE TENTANDO FAZER COMÉDIA MAS ESTÁ MUITO ACIMA DO NÍVEL DE ENTENDIMENTO DE NÓS, OS MORTAIS (filme fora de circuito).

(Ambiente: DVD de Adele no Royal Albert; charuto Fonseca e um vinho branco Colheita Tardia)

Sexta de Carnaval. A Cidade está "desértica" e o calor senegalês. Alguns dizem "senegalesco". Não sei qual é o correto e nem vou procurar.

Fui à academia, jantei, comprei charutos e aqui estou, ouvindo a Adele (as véias, emocionadas com a música da  novela, adoram pronunciar "Adél", que é a pronuncia correta). Não é um programa dos mais indicados em pleno Carnaval; menos ainda se estando sozinho na Cidade. Depois que eu terminar de beber o vinho, então, provavelmente terei vontade de cortar os pulsos com uma faquinha de plástico, dessas de aniversário, pra doer bastante. Mas vamos em frente. A noite me manda uma brisa boa da rua, pois ficar com o ar condicionado ligado não combina com o charuto cuja fumaça eu sopro pra fora.

O filme CARNAGE, chamado também de "O Deus da Carnificina" (provável título que terá no Brasil) não é para o nosso bico. Ele tem atores "americanos" (um deles é austríaco, mas vive nos EUA) consagrados e pode ser chamado assim, de "filme americano", embora o Diretor seja o ROMAN POLANSKI, diretor polonês (nascido na França, mas criado na Polônia) polêmico  sempre envolvido em confusões (até prisão decretada ele teve, nos EUA, por suposto estupro). O filme é o retorno de Polanski ao cinema, seu mais recente filme depois de muitos anos.

Não veja o filme. Ele nos é "vendido" como comédia e se presta a isso. Mas se você acha as comédias do Woody Allen, por exemplo, "cerebrais" demais, vai ODIAR o Polanski. É comédia para americano rico que ri fazendo "oh-oh-oh", feito o Papai Noel. Risada com empáfia.

O filme se passa INTEIRO dentro de um apartamento com os quatro atores inicialmente discutindo a agressão do filho (criança) de uns pelo filho dos outros numa brincadeira de escola. A partir dali eles passam a se agredir por várias outras questões que vão de ironias de um (um advogado, metido a besta) sobre a profissão do outro (um representante comercial de baldes e quinquilharias), até a maneira de educar os filhos e as habilidades culinárias de uma das mulheres. O elenco é bom, mas o filme garante pequenas risadas e, no resto, é intragável ou ininteligível.

Eu, que tenho o cérebro pouco maior do que um tomate-cereja (o que já é maior do que uma ervilha), não entendi muita coisa. Claro, aqui em Porto Alegre, com este público metido a besta, os gaúchos dirão que o filme é MA-RA-VI-LHO-SO e CARNAGE deve ficar em cartaz por meses, embora os imbecis na verdade não vão entender absolutamente nada.

Não entre nessa fria.

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