FILMES EM CARTAZ EM PORTO ALEGRE, QUE NÃO FORAM COMENTADOS AQUI.
A DAMA DE FERRO - Os caras exageram um pouco com a interpretação da MERYL STREEP em qualquer filme do qual ela participe. Ela é boa atriz, sim. Mas na verdade o que se vê nas suas interpretações é uma repetição de "chavões interpretativos" (caras, bocas, olhares, alterações de voz e até gritos) que acabam fazendo com que ela (ou qualquer ator mais conhecido e veterano) faça sempre o mesmo personagem. Aqui ela faz a vida da Margaret Tatcher, que foi a poderosa Primeira-Ministra inglesa por onze anos, de 1979 a 1990. Um filme bacana para relembrar a História; eu vivi esse período e lembro bem, sobretudo da Guerra das Malvinas em 1982, já que eu era reservista da Marinha e morria de medo de ir "patrulhar" o Atlântico Sul nessas banheiras velhas que o Brasil chama de navios. Ao contrário do que a maioria das pessoas que assistem o filme pensa, Margaret Tatcher NÃO MORREU só que ela não verá o filme sobre a sua própria vida. Ela está com problemas decorrentes da velhice (86 anos, embora a minha sogra esteja com 87 e completamente lúcida) e não reconhece mais ninguém e, claro, não aparece mais em público. Provavelmente Ahlzeimer, embora ninguém toque no assunto; nem no filme e nem na Internet. O filme, aliás, se presta a mostrar esse envelhecimento dela; um tanto precoce (começou no ano 2000) e que, me parece, em 2008 atingiu o seu ápice. Na trama é mostrada a juventude, o inicio da carreira política, o auge e a derrocada com o ódio da opinião pública, para depois reconquistar a admiração do povo inglês. Mas, sobretudo, em flashback e na velhice de Maggie (como era chamada pelo povo), as suas lembranças. Um personagem que a acompanha na velhice é o marido, Dennis, um industrial rico que morreu há muitos anos e cujo espírito a "acompanha" durante todo o filme, falando com ela. Não é um filme ruim, mas muito fora do nosso contexto latino para ser considerado excelente como estão dizendo que ele é.
O ESPIÃO QUE SABIA DEMAIS - Outro filme inglês. Baseado no livro homônimo de JOHN LE CARRÉ, o próprio escritor assina o roteiro do filme junto com outro roteirista. Tido e havido como um filme "que prende você da primeira à última cena" (pra usar um chavão), aqui eu jogo a toalha. Tentei assistir o filme DUAS VEZES e desisti. Ele é arrastado, lento, "muito inglês" (sem sabor) e absolutamente cifrado. Sabe-se que está falando da Guerra Fria, pois a trama se passa nos Anos 70. E temos um elenco muito bom de atores, porém todos ingleses. E os ingleses não perdem aquela frieza, ou aquela pose, de sempre. A conclusão é que é um filme DIFÍCIL. É um filme de espionagem? Sim, é, mas não espere dele qualquer ação. Quer saber de uma coisa? Não assista. Chato pra caralho.







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