DOIS VÍDEOS, DUAS CANTORAS: ADELE E WHITNEY HOUSTON.
Não desgosto da nova sensação britânica (e mundial), a gordinha ADELE. Pelo contrário, gosto bastante. Claro que eu sei que ela é inegavelmente um (ou mais um) espetáculo midiático como foi a sua antecessora e compatriota, a AMY WINEHOUSE, "criadas" para vender discos.
A diferença, agora, é que Adele faz o papel daquela "gordinha rejeitada" com a qual todo mundo se identifica ou, por isso mesmo (por ser gordinha e fugir dos padrões de beleza), se identifica. Amy era a junkie girl (ou drunkie girl) por excelência, que tomava todas de bar em bar até cair na sarjeta, o que não despertava lá muita identificação nas mulheres.
Adele, agora, é um ídolo construído em cima de uma pessoa comum e que parece não se importar de contar as suas desventuras no palco como se estivesse reunida com as amigas, ao explicar como nasceu esta ou aquela letra de música. Geralmente contando como ela deu-se mal com este ou com aquele namorado. Isso parece natural nela, mas é óbvio que os seus produtores tiram proveito disso. O anti-herói sempre faz sucesso, ainda mais nas coisas do amor, em que todo o mundo mais cedo ou mais tarde é ou se considera um anti-herói e acaba se "ferrando".
Temos assistido aqui em casa ao show dela que anda circulando por aí em DVD, gravado no ano passado no Royal Albert Hall, de Londres. Nesse show, do qual foi retirado o trecho acima, ela conversa bastante com o público, por isso para quem não domina o inglês é importante assisti-lo com as respectivas legendas em português.
De todas as músicas que canta, e de todas as histórias que conta sobre as mesmas músicas, inegavelmente a história do hit (que toca bastante, portanto) Someone Like You ("alguém como você", mesmo nome de uma antiga música do americano VAN MORRISON, já reproduzida aqui, mas que não é a mesma) é uma das mais interessantes.
Nesse show ela conta que escreveu a música para um cara a quem amou muito (e que hoje está feliz com outra) e que ela reconhece que, pela letra da música, ele parece ser o vilão na história deles. Mas com toda a honestidade, ela reconhece que também foi vilã e que infernizou a vida do sujeito. Pede perdão e perdoa ele em público, o que nos leva a acreditar até mesmo que ele, junto com os amigos dela (há vários amigos e amigas na platéia, todos apontados por ela durante o show), esteja presente naquele ato. Não sei.
E mais importante, ela genuinamente se emociona (e chora copiosamente) enquanto canta, levando o público ao delírio e a cantar junto com ela, aplaudindo de pé no final. Vale a pena ver a emoção dela. E a manifestação de sensibilidade de um artista, seja ou não midiática, sempre é uma demonstração de humanidade. O que nos leva a crer que seja uma válvula de escape que pode dar a Adele uma outra saída que não aquela que encontrou a falecida Amy Winehouse.
E não apenas Amy.
Na tarde deste sábado foi encontrada morta (e sozinha, num hotel) WHITNEY HOUSTON, estrela negra americana da música e do clássico filme O Guarda-Costas. Não se sabe ainda a causa da morte. Mas pelo jeito como Whitney vinha lutando contra drogas e álcool nos últimos anos, provavelmente ela tenha mesmo é desistido de viver, aos 48 anos de idade.
Abaixo ela canta o clássico I Will Always Love You ("eu irei sempre amar você"), que é do citado filme. Aqui cantada a capella na clássica cena do mesmo O Guarda-Costas:
http://www.youtube.com/watch?v=vuIEKrUREH8&feature=related
12.2.12
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