A VERSÃO AMERICANA (2011) DA JÁ COMENTADA VERSÃO SUECA (2009) DE OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES (filme de cinema).

Vi a versão americana (de 2011) de OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES, que nos Estados Unidos se chama "A garota com a tatuagem de dragão".

E, conforme eu já havia previsto aqui quando comentei a VERSÃO SUECA (de 2009), essa última é muito melhor.

O filme feito pelos americanos continuou ambientado na Suécia, e eu me enganei quando pensei que não haveria cenas tão cruas e drásticas. Os americanos resolveram "se puxar" e capricharam na maldade, quem sabe para não ser diminuídos diante dos suecos.

Há fotos de crimes, e a cena de um gato completamente despedaçado, que chocam.

A cena do estupro de Lisbeth Salander (com sexo anal, inclusive, expressamente mencionado) e também a consequente vingança dela (outra violência sexual igual, mas em homem juridicamente não pode ser chamado de estupro) estiveram à altura do filme europeu. Aliás, a vingança é ainda pior, pois ao invés de enfiar um consolo de borracha no fiofó do seu tutor, ela enfia nele um negócio de metal (hum!). Sem contar outras maldades igualmente dolorosas com que ela se vinga dele.

Também as cenas de amor físico entre Mikael e Lisbeth foram, reconheço, bem exploradas e ardentes. Ficaram legais, tal como no filme sueco.

Outra coisa que me chamou a atenção foi o enfoque mulherengo dado para o personagem Mikael, que foi mencionado o tempo todo nas críticas sobre o livro e que na versão sueca não ficou bem claro. No filme americano ele tem um caso com a sua sócia, casada, feita pela ainda impagável (e já coroa, mas ainda bela) ROBIN WRIGHT, ex-Robin Wright-Penn, que foi  a mulher do SEAN PENN por anos.

Os americanos, claro, fizeram uma versão "digestiva" para a renitente (e um tanto irritante) burrice do público deles, nos Estados Unidos, acostumada aos estereótipos com que eles costumam encarar o resto do mundo: latinos dançando rumba e falando espanhol; africanos exóticos tocando tambor e vestindo pele de leopardo e europeus taciturnos e depressivos.

O filme não está mal feito, apenas tem erros de enfoque. Eles usam o personagem Mikael (o jornalista) como sendo o protagonista quando, ledo engano, a protagonista é a já citada Lisbeth. E sabe por que eles fazem isso? Porque o ator DANIEL CRAIG, que é o atual James Bond (filme novo saindo em breve, tendo JAVIER BARDEM como vilão), é quem faz o jornalista. E ele é conhecido (e caro) demais em Hollywood pra ser um personagem "do segundo time" num filme desses. Já a atriz que faz a hacker Lisbeth (que no filme americano não parece tão hacker assim) é bem desconhecida e se chama ROONEY MARA. Ela faz um bom papel, mas não tanto quanto NOOMI RAPACE que faz o mesmo papel na versão sueca. Aliás, a mesma Noomi está na continuação de Sherlock Holmes, que vimos no cinema na madrugada de domingo passado, no Bourbon Country e que nem vou me dar ao trabalho de comentar aqui.

Estenderam o filme, nessa versão americana de OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES, além do final da versão sueca. E ficou bem "mastigadinho" para os americaninhos de "mente simples e coração patriota" conseguirem entender a trama.

Espero pela continuação sueca, caso ela vá ser feita. Mas para quem não viu aquela, essa americana quebra o galho. A abertura do filme, ainda nos créditos, é bem legal sob o ponto de vista dos efeitos. Está no cinema, em Porto Alegre.

2 comentários:

  1. Roberto,

    Em relação ao último parágrafo do seu texto, a continuação do filme sueco foi lançada no mesmo ano, certo?

    Os três filmes suecos foram lançados no mesmo ano (2009)... Flickan Som Lekte Med Elden (A Menina que Brincava com Fogo) e Luftslottet Som Sprängdes (A Rainha do Castelo de Ar).

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  2. Bacana, Sol, que informação importante! Muito obrigado. Vou procurá-los.

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