GLENN CLOSE, DESAPARECIDA, CRIA UM FILME SÓ PRA ELA MESMA E QUE, POR ISSO, FICA MUITO CHATO: ALBERT NOBBS (filme fora de circuito).
(Ambiente: vinho tinto (!) El Ciprés, argentino. E chuva, muita chuva batendo na janela. Música: DVD da Alcione chamado Duas Faces - Jam Session. Charuto Fonseca, o último da caixa)
Aqui parece não ter meio-termo. Ou é SECA (ou estiagem) ou é DILÚVIO.
A Zero Hora, que sempre e de forma renitente ERRA FEIO nas suas previsões metereológicas, disse que a chuva que começava na sexta não bastaria para amenizar a estiagem. Agora, na edição de hoje, já fala em "alívio" da estiagem. Mudou de idéia.
Aliás, a Zero Hora, além dos erros grosseiros de ortografia dos seus jornalistas, também dá notícias falsas ou mal informadas. Um grupo de publicitários de Porto Alegre lançou no Twitter a falsa notícia de que uma das suas colegas estaria entrando no Big Brother Brasil, o grande espetáculo dos Burros-Bregas-Bitolados brasileiros. Esse grupo fez um layout igual ao perfil dos escolhidos e lançou na Rede. A Zero Hora, na sua ávida e bairrista busca por notícias sobre gaúchos (mesmo que esses gaúchos sejam uns merdas) "fisgou" a isca como um peixinho. E noticiou a "entrada de mais uma gaúcha no BBB". Que era rigorosamente falsa. Quando descobriu o engodo, não desmentiu. Apenas teria mantido a mentira com a notícia dizendo "não foi desta vez que a gaúcha entrou no BBB"... Tóóóiiiinnn !!! (http://www.coletiva.net/site/noticia_detalhe.php?idNoticia=43762)
Por conta desse tempo atípico, bebo um vinho tinto de uma das garrafas que ganhei nas famosas cestas de fim de ano que, felizmente, sempre ganho dos clientes. E um dos caras que me presenteia é um empresário da Propaganda que gosta de vinhos bons (e caros). Portanto, sempre acabo me aproveitando do bom gosto de quem me presenteia. Imaginei que fosse beber esses vinhos somente no inverno, mas parece que tivemos um insight do inverno em pleno janeiro.
No vídeo (mais ouvindo do que vendo), uma jam session que é o mais novo DVD da ALCIONE e convidados ilustres, gravado na própria casa dela. Djavan, Maria Betânia, Emilio Santiago, Martinho da Vila e outros intérpretes, além de excelentes músicos. Só músicas intimistas e nenhuma das suas famosas e consagradas ("as músicas que eu gostaria de ter cantado", ela diz). Ela canta em francês, neste momento. Mas já vi que também canta em espanhol e em italiano no DVD. Sou fã da Alcione e acho a voz dela poderosa.
O filme ALBERT NOBBS está vindo como um dos preferidos ao Oscar deste ano, sobretudo pelo retorno de GLENN CLOSE que, além de protagonista, é também uma das roteiristas junto com outros. A direção é de Rodrigo García.
Como Close estava meio desaparecida desde o filme sobre os Dálmatas, sem conseguir nenhum papel que prestasse no cinema (só na TV americana, mas não vi os filmes), parece que esse ALBERT NOBBS é uma tentativa de "reabilitá-la" e noto que há um lobby muito forte para que ela, com esse filme, ganhe o Oscar que jamais obteve. Ela já está com 63 anos de idade e, segundo dizem, é difícil para uma atriz dessa idade obter bons papéis, a menos que ela seja a MERYL STREEP.
No entanto, o filme peca por ser um daqueles em que o protagonista é o Diretor ou, nesse caso, o Roteirista. Nesses casos, o protagonista é feito para que quem escreveu ou dirigiu o filme "brilhe". E nesse intuito dão-lhe EXCESSO DE BRILHO ou de destaque. Acaba ficando chato, sobretudo numa história como essa, que não é baseada em qualquer fato verídico. É ficção. E não é "boa ficção".
O GEORGE CLOONEY, que para mim é um grande ator e diretor, recentemente, em Tudo pelo Poder, teve a decência ou o bom senso de colocar como protagonista o jovem (e também talentoso) RYAN GOSLING. Ou seja, tirou dos seus próprios ombros a responsabilidade de ser o protagonista do filme que dirigiu. E ficou legal.
Glenn Close não teve esse bom senso. Ao escrever o roteiro, "carregou" o seu protagonista com aparições DEMAIS dela própria e acabou ficando um filme chato e excessivamente indulgente com ela própria, como quem dá uma chance a si mesma pra se salvar. Mas tenho convicção que para o GOSTO MÉDIO o espectador (que não é o meu, não sou média pra nada, e isso não é autocrítica; é um auto-elogio) ela tem grandes chances de ganhar o Oscar. Especialmente considerando a HIPOCRISIA costumeira dos americanos. Algo do tipo "Vamos dar um Oscar pra essa véia, antes que ela morra e a gente se sinta culpado depois".
O filme conta a história do personagem-título (feito pela Glenn Close, claro), que é uma espécie de mordomo numa pensão na Irlanda do século XIX. Ninguém sabe que o sóbrio e empertigado Albert é, na verdade, uma mulher. Naquela época a confiabilidade das mulheres era algo meio duvidoso para se arranjar emprego e, conta-se, algumas realmente se vestiam de homens para facilitar o negócio. Nesse caso, repito o já dito no inicio, o personagem é fictício.
Um dia aparece na pensão um pintor (de paredes) chamado Hubert que, para surpresa de Albert, também é uma mulher. Na verdade quando se diz "mulher" se deseja dizer "um ser humano que nasceu mulher", mas na verdade são pessoas com dificuldades de enfrentar sua própria condição sexual. Elas são, em essência, mulheres lésbicas. Se isso já é difícil de viver hoje em dia, imagine-se naquela época.
A diferença é que Hubert é casado com outra mulher e Albert, que é secretamente apaixonado pela jovem empregada Helen Dawes (a MIA WASIKOVSKA, a Alice, de novo ela em mais um filme...). Essa última é meio enroladinha e arranja um "namorado" (homem), empregado da pensão, o que acaba ocasionando um triângulo amoroso.
Já disse o que eu acho do filme. Ele é interessante em algumas partes. Mas não sendo baseado em fatos verídicos, fica egocêntrico demais e centrado no protagonista, que acaba sendo chato.
Eu não daria um Oscar pra um negócio desses.







0 comentários:
Postar um comentário