FILME ARGENTINO DE 2008 LEVE E SUAVE (E BOM) SOBRE OS AMORES E A VIDA REAL DE UMA MOÇA SOLITÁRIA: AMOROSA SOLEDAD (filme possivelmente em DVD).

Filmes argentinos; eu já disse aqui umas quinze vezes, são uma grande possibilidade de se ver um bom espetáculo com poucas chances de erro. Mesmo quando alguma enganação seja utilizada como nesse AMOROSA SOLEDAD, do qual consta uma "participação especial de RICARDO DARÍN".

Darín é o ídolo dos argentinos e para quem gosta de cinema ele é mesmo um ídolo, independente da nacionalidade e da suposta rivalidade (que contesto, sempre) entre brasileiros e argentinos. Um grande ator.

Acontece que nesse filme Darín aparece, no máximo, por uns dois ou três minutos em UMA ÚNICA  cena, fazendo o papel do pai da protagonista. Daí a "enganação" que referi acima. Mas mesmo sem Darín INTEIRO, o filme é bom.

Soledad (cujo nome significa "solidão", em português) é uma moça (feita pela já conhecida INÉS EFRON) que no inicio do filme terminou um relacionamento com Nicolás ("Nico") e promete, a si mesma, que não terá outro relacionamento tão cedo. Quer dar o famoso "tempo para curtir a si mesma", que usualmente é meio falso na maioria das mulheres, pois isso só dura até surgir um cara novo... Soledad até estipulou qual será esse tempo: três anos.

A moça tem um sócio (gay) numa loja de móveis e decorações.

Ela mora sozinha, é insegura e hipocondríaca. Não passa um tempo sem ir ao plantão de um hospital e não fica sem ter qualquer hospital por perto. Sofre com o seu abandono por Nicolás mas aguenta firme. Até o dia em que, num restaurante, conhece outro cara. Que também se chama Nicolás.

Esse é um arquiteto, também sozinho, que está construindo uma casa nova. E que se enamora dela.

E o filme é só isso. Nada de surpreendente, nenhuma reviravolta, nenhum sexo ardente. Apenas a vida da AMOROSA SOLEDAD, lidando com a sua insegurança, sua descoberta do novo amor, sua hipocondria, sua vida sozinha.

Mas não é um filme ruim. É aquilo que o mulherio tem usado chamar ultimamente de um filme "fofo". Delicado, tranquilo, com imagens bonitas e apenas a vida real. Que, dependendo de como é contada (ou vivida), fica bem legal.

Também não é um filme NOVO (é de 2008) e provavelmente já tenha em DVD. Não nega a sua procedência da Argentina e vale a pena, como todos os demais filmes que vêm desse País.

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